segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Ignomínia pela manhã
A Rede Globo insiste numa campanha espúria contra a democracia. Esta emissora não se reconhece latinoamericana e a cada dia parece menos brasileira. Aliás, penso, nunca foi brasileira a Rede Globo, com seu histórico de trabalhos contra a nossa emancipação política e econômica.
Sinto agora uma mescla de pena e nojo de tamanha ignomínia.
E, depois desta demonstração de arbitrariedade, foram ao futebol. Presumiram que acreditamos em tudo o que disseram. O resultado da situação em Honduras fará com que calem a boca e percam de vez a credibilidade perante os brasileiros, emobra muitos de nós ainda se deixe convencer por esta gente irresponsavelmente colocada num poderoso veículo de comunicação como este.
domingo, 4 de outubro de 2009
Mais sobre Honduras, no Fantástico
Ficou-me claro o constrangimento dos jornalistas que estão na embaixada com o presidente Zelaya frente ao repórter da Globo. Este até foi corajoso e interpôs perguntas mais ousadas a Zelaya, porém o presidente elogiou a democracia brasileira, eximiu o Brasil de qualquer responsabilidade e se declarou disposto a ir a juízo. Certamente, disse mais e foi enfático em sua defesa, o que obviamente foi limado pela edição da matéria.
O representante da diplomacia brasileira foi discreto, porém contundente, ao defender o governo na figura do ministro Amorin. O que fica, da edição manipulada: estamos do lado da democracia, a Rede Globo e a imprensa direitola brasileira atabalhoam-se na trincheira golpista. São uns velhacos!
A crise em Honduras, segundo a Globo
Menos, menos
Bem, este pequeno texto, acompanhado de link para a reportagem do Jornal Nacional, esclarece bem a agenda da emissora acerca do golpe militar em Honduras. Ao repetir termos como "presidente deposto" e "governo interino", os repórteres assumem a concepção direitola e desrespetosa para com as instituições democráticas.A Globo, a Globo News e o G1 mostraram “imagens exclusivas” da Embaixada Brasileira em Tegucigalpa. Exagero. Poderiam ter usado imagens com qualidade bem melhor dos cinegrafistas da AP e da Telesur, que estão aqui desde a chegada de Zelaya e enviam material diariamente. O acesso da imprensa à embaixada é praticamente impossível, estamos realmente sitiados aqui, mas não há o grau de isolamento que a câmera tremidinha dá a entender. Sempre houve uma quantidade razoável de jornalistas acampados aqui com Zelaya, incluindo as maiores agências do mundo, Reuters (só foto) e AP (foto e TV).
E foram justamente os jornalistas que aparecemos nas imagens divulgadas, embora todas as descrições falem de “seguidores usando computadores onde fazem campanha para a volta de Zelaya ao poder”. Não há nenhum assessor do Zelaya ali. O Rodrigo Lopes, repórter da RBS que continua aqui, poderia ter sido consultado.
Por outro lado, não podemos negar que a Folha de São Paulo também trabalhou nesse sentido. Assim, pergunto-me: em quantos dias o Fábio estará desempregado?
Link para o canal do Nassif: O padrão Kamel de jornalismo