O fantástico cumpre seu papel de maior painel da agenda da Rede Globo e nos deixa uma mensagem clara, a respeito da vitória do Rio para sede das Olimpíadas 2016: usurpação da imprescindível participação do presidente Lula para esta conquista.
Pelé, Paulo Coelho e as demais celebridades eram tão figurativas quanto o foram para os outros países as suas respectivas celebridades. As garantias das institucionalidades, pelas vozes dos seus governantes, eram fundamentais. Claro que sempre houve uma pré-disposição do COI para com a América Latina, entretanto o Brasil não conseguiria trazer os jogos sem a grande credibilidade que o governo Lula conseguiu imprimir no imaginário mundial acerca do nosso país.
Sim, Lula nos elevou politicamente e o fez exatamente por representar o brasileiro típico que demonstra competência e altivez. É muito flagrante a tendência da direitola em nos diminuir e isso não é falácia do presidente Lula.
Repare na capa da Veja da semana passada, que trazia a seguinte chamada sobre o caso diplomático de Honduras: "Imperialismo megalonanico". Dá vontade de responder aos mandatários desta pocilga jornalística: nanico é você , não eu nem o meu país. No fim das contas, agimos bem em termos mantido Zelaya na sede da Embaixada hondurenha e, mais, mostramos a todos quem estava do lado da democracia. O mesmo se diz sobre a "marolinha" que, no fim das contas, foi marolinha mesmo, com concordância de belgas, inclusive.
Pois bem, a deliberada intenção de negar a relevância internacional de Lula é, acima de tudo, a assunção de que a suposta oposição política brasileira realmente não tem personalidade capaz de representar a nova imagem do Brasil para o mundo e para nós mesmos, brasileiros. O Fantástico representa, com esta postura, o atraso que, em breve, ficará flagrante aos jovens do Brasil.
E mais absurdo foi trazer os respeitáveis Ziraldo e Vil Muniz para apresentarem respectivamente um mascote e uma logomarca dos Jogos no Rio, como se este programa ou sua emissora tivessem alguma autorização para tal. Péssimo! Ziraldo apresenta uma moça seminua e Vik um sol por trás do perfil do Pão de Açucar.
Bom, como diria meu amigo, "apelou, perdeu!" Isso é fantástico.
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domingo, 4 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Rio 2016 pelo rádio
Eu simplesmente adorei o resultado da campanha para as Olimpíadas de 2016.
Sou exultante nacionalista, quase bobo chorão, feito o Lula.
Quem mantém o mau humor frente a conquistas como estas, sei não, precisa se divertir mais, conhecer novos amigos, namorados(as). Ou talvez até ouvir no rádio uma previsão do tempo, um horóscopo, uma música ou uma notícia maravilhosa.
Acompanhei tudo ao vivo pelo rádio hoje, enquanto dirigia. Há quanto tempo eu não ouvia rádio e há mais tempo ainda eu não ouvia notícias pela rádio! Sabe o que eu senti? A imagem faz falta, porém o rádio é mais honesto, no sentido de que os locutores são levados a darem sua opinião. O jornalismo serve de preâmbulo para um debate, em que tolos e astutos digladiam-se, ou se compreendem e sorriem.
Foi animado ouvir a exaltação do futuro, o orgulho brasileiro, as loucuras em doses cavalares que os atores da festa, no estúdio em plena baía da Guanabara, diziam sem se importar com nada, como se sobre eles não houvesse quem os pedisse para dizer isso, assim assado.
A ilusão da liberdade jornalística no rádio, ou seria livre porque o rádio é um meio em franco fim de linha?
Gostei de ouvir as notícias enquanto dirigia, sei que não curtiria a programação musical, contudo foi, sim, bem feliz imaginar o choro do Lula, do Pelé (estou condescendente, porém a este reservarei a nata de minha fúria em breve), misturando-se ao trânsito e ao meu róprio choro. Libertadora, enfim, a experiência. Talvez por me sentir seguro naquele instante, como se estivesse na companhia de um senhor idoso que, embora tenha lá suas idéias indecorosas, não poderia me forçar a sentir seus dedos abusados roçando campos frágeis de minha constituição físi
ca.
Sou exultante nacionalista, quase bobo chorão, feito o Lula.
Quem mantém o mau humor frente a conquistas como estas, sei não, precisa se divertir mais, conhecer novos amigos, namorados(as). Ou talvez até ouvir no rádio uma previsão do tempo, um horóscopo, uma música ou uma notícia maravilhosa.
Acompanhei tudo ao vivo pelo rádio hoje, enquanto dirigia. Há quanto tempo eu não ouvia rádio e há mais tempo ainda eu não ouvia notícias pela rádio! Sabe o que eu senti? A imagem faz falta, porém o rádio é mais honesto, no sentido de que os locutores são levados a darem sua opinião. O jornalismo serve de preâmbulo para um debate, em que tolos e astutos digladiam-se, ou se compreendem e sorriem.
Foi animado ouvir a exaltação do futuro, o orgulho brasileiro, as loucuras em doses cavalares que os atores da festa, no estúdio em plena baía da Guanabara, diziam sem se importar com nada, como se sobre eles não houvesse quem os pedisse para dizer isso, assim assado.
A ilusão da liberdade jornalística no rádio, ou seria livre porque o rádio é um meio em franco fim de linha?
Gostei de ouvir as notícias enquanto dirigia, sei que não curtiria a programação musical, contudo foi, sim, bem feliz imaginar o choro do Lula, do Pelé (estou condescendente, porém a este reservarei a nata de minha fúria em breve), misturando-se ao trânsito e ao meu róprio choro. Libertadora, enfim, a experiência. Talvez por me sentir seguro naquele instante, como se estivesse na companhia de um senhor idoso que, embora tenha lá suas idéias indecorosas, não poderia me forçar a sentir seus dedos abusados roçando campos frágeis de minha constituição físi
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